The Constantines
A pancada aí de cima chama-se “Nighttime Anytime”, dos canadenses do The Constantines. Não tenho a menor idéia da origem do nome da banda, mas não me surpreenderia se houvesse alguma referência ao protagonista da série de quadrinhos Hellblazer: John Constantine. A voz meio rouca de Steve Lambke e seu jeito rasgado de cantar tem tudo a ver com os montes de cigarros que John Constantine aparece queimando nos quadrinhos e o punch meio punk, meio blues, meio noisy da banda parece combinar com o jeito feio e sujo de Constantine [ignore o personagem de Keanu Reeves na adaptação para o cinema, uma mocinha perto do Constantine original].
Se o velho detetive tivesse algum tempo livre entre suas enrascadas com anjos e demônios, poderia muito bem dar uma passada em Austin para conferir o som do The Constantines, que trouxe ao SXSW suas influências de The Clash, Bruce Springsteen e Nick Cave. Para quem quiser ouvir mais dos conterrâneos do Arcade Fire e Broken Social Scene, fica a sugestão do album Shine a Light, que recebeu elogios rasgados da Pitchfork (“even this album’s very worst song shines a light on what’s wrong with our landscape“). Escute com o volume alto!
Los Campesinos!
Conheci essa banda após uma sessão de Guitar Hero, quando este blog ainda era só um rascunho de projeto, eternamente adiado pela vida cotidiana de seus autores. Nesse dia, Tânia ou Thiago, não me recordo ao certo, me mostrou um vídeo engraçadinho no You Tube em que dois grupos de pequeninos soldados vermelhos pareciam travar uma guerra sem fim ao som de um pop dançante, com explosões marcando o compasso da música.
O vídeo engraçadinho era de “You! Me! Dancing!” dos Los Campesinos, que, pasmem, são galeses. Na época, eles haviam gravado apenas o EP Sticking Fingers Into Sockets, com faixas bem bacanas como “We Throw Paties, You Throw Knives“, “It Started With a Mixx” e “Don’t Tell Me To Do The Maths“. A banda vinha desde 2006 ganhando certa notoriedade ao abrir os shows dos canadenses do Broken Social Scene, mas seu primeiro CD – Hold On, Youngster – só foi lançado apenas no Reino Unido, no fim de fevereiro passado.
Nas telinhas aí de baixo, “You! Me! Dancing!“, a preferida de suas apresentações ao vivo, e “We Throw Parties, You Throw Knives“:
Throw Me The Statue
Para finalizar o post de hoje, deixo com vocês mais uma pérola do SXSW. O nome da canção é “Lolita“, do Throw Me The Statue. Ainda não consegui terminar de ouvir o CD por inteiro, mas “Lolita” é tão pop que valeria a pena o post por si só. Para não deixá-la sozinha, deixo-lhes também o vídeo de “About to Walk“:
See ya!
:]